Parafusos – Por Dra. Sorridente

A acompanhante foi diagnosticada com riso frouxo altamente contagioso. Ela com tagarelice. Em poucos segundos contou seu nome, suas manias, o que gostava de fazer. Falou que de manhã estava tudo bem. Fez uma torta de bolacha gigante e ai teve o tal do piripaque. O famoso piripaque. Nos apresentou os colegas de quarto e falou, falou, falou. O marido chegou. “Como desliga a função fala?”. Sincero ele diz que se descobríssemos ele pagava o preço que fosse pela informação. Ela riu de se contorcer. Recuperou, respirou e nos disse que perdeu os parafusos. Ahhh esses parafusos.

Isabella era miúda. Pouco mais de 80 cm. No braço uma tala. Não falava nada, de início também não sorria. Somente os dedinhos abanando a denunciavam. Ela tinha gostado da gente. Sabe sombra? Ela foi. Onde íamos Isabella corria atrás. No fim dedinhos novamente acenavam e um sussurro de tchau escapou de sua boca.

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