Riso-Fixo, Boleiro, Super-homem Aranha e Moranguinho – por Dr. Som Rizal

Em um dos quartos da pediatria, nos deparamos com várias crianças. Daqueles quartos bem lotados mesmo e com tantas personalidades.

Quando aparecemos na porta, uma delas, uma menininha, começou a chorar e agarrou-se na mãe. Parecia até que tinha visto algum palhaço. Pelo menos éramos nós, Drs. Bestereirologistas (que por vezes também temos medo de palhaço). Tapamos o rosto com o jaleco para que ela não pudesse nos ver mais e seguimos plantão com as demais crianças daquele grande quarto.

Eu, Dr. Spoleta, conversava com uma menina que acho que tinha pego um vento no rosto e acabou travando com um sorrisão bem grande. Desde que entramos, não deixou de olhar para a gente um só minuto. No entanto, não falava uma palavra com os demais Doutores. Mas pelo menos o sorriso se mantinha sempre presente.

Outro, um guri com cheio de estilo, estava vidrado no celular vendo um filme. Chegou a tirar um dos fones para escutar o que estávamos falando, mas não nos deu muita moral. Claro! Atrapalhamos o filme dele.

Tinha também o Super Homem Aranha: o menino que vestia a camiseta do Super Man, contudo, usava a máscara do Spyder Man. Devia ser algum tipo de fusão entre os dois super-heróis. Achamos incrível.

Ah! E aquela mocinha chorona que eu citei  lá no início, agora estava bem séria, olhando pra gente. Não chorava mais. Também não conversava. A mãe do Super-homem Aranha havia dito que ela era bem brava mesmo, brigava bastante com a mãe dela e com as enfermeiras. Ela estava vestida de Moranguinho. Dr. Spoleta notou que na guarda da cama, haviam asinhas de fada (ou borboleta, não soube distinguir) pendurada. Começamos a conversar com ela e no final ganhamos até um sorriso.

Claro, foi no momento em que falamos “Tchau, Moranguinho! Estamos indo”.

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